O movimento #metoo abalou a forma como se olha para o meio artístico mundial. A título de exemplo veja-se Nanette, de Hannah Gadsby, onde a comediante põe o dedo na ferida: como a História da Arte encobre a pessoa e eleva o génio.

Pensar assim a arte implica escolhas museológicas e urbanas que, aliadas às questões de género, coloniais e interseccionais, levam a um impasse e a um exercício de reflexão. Colocam-se em debate as narrativas instituídas de uma arte baseada em ideias hegemónicas e normativas, que pré-concebeu os papéis que cada um deve ter na construção da cultura.

Nesta formação, vamos procurar entender as bases por detrás das narrativas hegemónicas, desconstruindo a ideia que se tem da arte, questionando as suas problemáticas e, a partir desse questionamento, iremos, com a ajuda dos participantes, desmontar os preconceitos inerentes à ideia de Arte e das narrativas que se criam.

  • 13 Mar. até 20 Mar. 13+20 mar 09:30-12:30 I duas sessões de 3h
Workshop online através da plataforma Zoom
Circuito - Serviço Educativo Braga Media Arts
Formação gratuita

Formação acreditada pelo Centro de Formação Sá de Miranda

Mais informações em circuito@bragamediaarts.com

Formadoras: Andreia C. Coutinho e Maribel Mendes Sobreira | Coletivo FACA
Público-alvo: professores do ensino artístico, educadores de infância, artistas e outros interessados
Nº participantes: máximo 20 participantes
Duração: 6h (este workshop está dividido em duas sessões de 3h)
Parceiro: Município de Braga

Nota: workshop online através da plataforma Zoom

  • 13 Mar. até 20 Mar. 13+20 mar 09:30-12:30 I duas sessões de 3h
Workshop online através da plataforma Zoom
Circuito - Serviço Educativo Braga Media Arts
Formação gratuita

Formação acreditada pelo Centro de Formação Sá de Miranda

Mais informações em circuito@bragamediaarts.com

Formadoras: Andreia C. Coutinho e Maribel Mendes Sobreira | Coletivo FACA
Público-alvo: professores do ensino artístico, educadores de infância, artistas e outros interessados
Nº participantes: máximo 20 participantes
Duração: 6h (este workshop está dividido em duas sessões de 3h)
Parceiro: Município de Braga

Nota: workshop online através da plataforma Zoom

Coletivo FACA

O Coletivo FACA foi formado em 2019 e é um projeto de cidadania ativa. Tendo como núcleo duro Andreia C. Coutinho e Maribel Mendes Sobreira, este é um projeto de curadoria e cidadania ativa que questiona as narrativas da cultura visual. O Coletivo reflete acerca das temáticas do feminismo, colonialismo, racismo, LGBTQI+ e não-normatividade, em geral em espaços museológicos. Todas estas questões têm a mesma raiz, um preconceito em relação àquilo que não é igual a nós, fazendo-nos sentir ameaçados, ramificando-se em temas considerados marginais. É urgente recontar a História porque a narrativa predominante não coincide com as narrativas individuais e coletivas, que sempre foram desconsideradas. Tendo em conta que estas ideias estão a ser desenvolvidas internacionalmente, o Coletivo FACA traz as discussões para o debate cultural português contando com público especializado e não especializado. Não apagando a História, cruza as diversas narrativas, puxando as margens para o centro do debate.

 

Andreia C. Coutinho

Andreia C. Coutinho (1986) é ilustradora e mediadora educativa. Licenciada em Pintura pela FBAUL (2009) e Master of the Arts em Ilustração pela Kingston University (2015). Autora da zine Hair (SapataPress 2018) e colaboradora de vários projetos de publicação independente em Portugal. Trabalha em museus desde 2010, com experiência em Portugal e no Reino Unido. 

É um dos membros fundadores do coletivo de ativismo curatorial Coletivo FACA. 

 

Maribel Mendes Sobreira

Maribel Mendes Sobreira (1981) é arquiteta, com pós-graduação em Património Urbano na Universidade Nova de Lisboa, mestre em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma dissertação sobre “Arquitetura e Filosofia”. Doutoranda em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na área da Estética e Filosofia da Arte. Tem publicado artigos na área da reflexão sobre a arquitetura, património urbano e teoria da arte. Concebe e orienta atividades de sensibilização para as artes e arquitetura, colabora com o Museu Coleção Berardo desde 2007. Lecionou vários módulos na disciplina de Estética e Ética da Paisagem na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Instituto de Agronomia. É cofundadora do Coletivo FACA.